Historiografia do cangaço e estado atual da pesquisa sobre banditismo em nível nacional (Brasil) e internacional

Marianne L. Wiesebron

Resumo


RESUMO
Examina a contribuição dos autores brasileiros ao conhecimento do cangaço (banditismo rural), enfatizando a baixa qualidade metodológica do trabalho da grande maioria deles. Acentua a importância da contribuição de Hawbsbawn nesse campo, principalmente do seu conceito de banditismo social, apesar das críticas às suas análises e fontes de dados dos seus trabalhos, constituídas principalmente da literatura e das lendas populares. Constata que, no presente, a discussão sobre o fenômeno concentra-se na confiabilidade dos arquivos, que podem representar o ponto de vista das elites, e na atenção ao ponto de vista dos camponeses. Conclui que há evidência quanto ao fim de alguns mitos, tais como o de que tais bandidos são camponeses pobre e generosos, bem como o de que são protegidos pelos camponeses.

ABSTRACT
Historiography of Cangaço and Actual State of Research on Banditry in a National (Brazilian) and International Level. v. 24, n. 2, p. 417-444, jul./dez. 1996.
Examines the contribution of Brazilian authors to the knowledge of the cangaço, (rural banditry), enphasizing the low methodological quality of most of them. Stresses the importance of Hawbsbawn’s contribution in that field, mainly his concept of social banditry, in spite of some criticisms to his analysis and sources of data of his works, mostly popular literature and legends. Finds out that at the present the discussion on that phenomenon goes between some researchers on the use of archives, as they could represent the point of view of the élite, while more attention should be given to the point of view of peasants. Concludes showing some evidences of the end of some miths, such as bandits are generous and poor peasants as well as they are protected by the peasants.

RÉSUMÉ
Historiographie du Cangaço et l’état actuel de la recherche sur le banditisme à un niveau national (Brésil) et international. v. 24, n. 2, p. 417-444, jul./dez. 1996.
L’auteur examine la contribution des auteurs brésiliens à la compréhension de ce qui est le cangaço (banditisme rural), mettant en évidence la basse qualité méthodologique du travail de la plupart de ces auteurs. Il accentue l’importance de la contribution d’Hawbsbawn à ce sujet, surtout en ce qui concerne le concept de banditisme social, malgré les critiques faites aux analyses et aux sources de données de ses travaux, qui avaient pour base la littérature et les contes populaires. Il constate qu’à présent la discussion sur le phénomène se concentre plutôt sur la confiabilité des archives qui peuvent représenter le point de vue des élites et dans l’attention que peut attirer le point de vue des paysans. Il conclut montrant quelques évidences quant à la fin de certains mythes, comme celles que montrent que tels bandits sont des paysans pauvres et généreux, et aussi protégés par les paysans.

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