Sobre os contactos entre povos; A proprósito, ainda, do "descobrimento" da América

Nelson Saldanha

Resumo


RESUMO
Questiona a validade do termo "descobrimento" com relação à chegada dos espanhóis à América. Destaca a violência praticada pelo europeu contra os povos nativos, particularmente os aztecas, os maias e os incas, logo no início da ocupação dos respectivos territórios, associando-a a "impulsos" religiosos e econômicos. Analisa essa violência como componente das fundações de novas cidades e culturas, desde o mundo antigo até aos tempos modernos. Refere a questão dos preconceitos étnicos, culturais, religiosos e geográficos, assim como a algumas teorias que, a propósito, se foram delineando (Pierre Loti, Lévi-Strauss, Gilberto Freyre, Euclides da Cunha). Conclui com uma apreciação sobre o fim do milênio, as guerras etno-religiosas e o "fim da História".

ABSTRACT
On the contacts between peoples: about, again the "discovery" of America. v. 22, n. 1, p. 67-80, jan./jun. 1994.
Discusses the validity of the word "discovery" in relation to the arriving of the Spanish to America. Remarks the violence of Europeans against the indigenous of America, particulary the Azteca, The Maya, and the Inca, in the beginings of the occupation of their respective territories relates that violence to a religious and economic "drive". Analyses that violence as a part of the foundation of new cities and cultures, from ancient ages to modern times. Comments on the question of ethnic cultural, religious, and geographic prejudices, as well as some theories about this matter (those by Pierre Loti, Levi-Strauss, Gilberto Freyre, and Euclides da Cunha). As a conclusion, comments on the end of the millenium, the ethic-religious wars, and the so called "end of History".

RÉSUMÉ
Sur les contacts entre les peuples. Encore, sur la "Découverte de l’Amérique". v. 22, n. 1, p. 67-80, jan./jun. 1994.
L’auteur commence par examiner le mot "découverte", d’aprés l’arrivée des espagnols en Amérique. Ensuite, il se penche sur la violence pratiquée par les européens contre les natifs, particulièrement contre les aztèques, les mayas et les incas, au début de l’occupation des territoires et il l’associe à la montée des mouvements religieux et aux questions économiques. Il analyse également cette violence comme résultant des fondations de nouvelles villes et de nouvelles cultures, depuis les premiers années du monde jusq'aux temps modernes. Il étudie aussi la question des préjugés éthiques, culturels, religieux, géographiques et les différentes théories qui se sont crées (Pierre Loti, Lévi Strauss, Gilberto Freyre, Euclides da Cunha). Il conclut son article par un commentaire sur la fin du millénaire, les guerres etno-religieuses et la "fin de l’Histoire".

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