Loucura e discurso imaginário

Sébastien Joachim

Resumo


RESUMO
Demonstra, a partir da análise de textos de ficção e do resultado de pesquisas de psicólogos e psicanalistas, o que Freud e Lacan compreenderam e defenderam a propósito da literatura ficcional: que esta proporciona modelos de indagação estimulantes para o entendimento da neurose e da psicose, e que, a psico-neurose, por sua vez, pode possibilitar o caminho para a formulação do discurso "poético". Ressalta que, para que o analista e o crítico literário tirem proveito dos modelos e intuições oferecidas, é preciso recorrerem, antes, à descrição fenomenológica, a um certo discurso social (como os de Foucault, de David Cooper ou de De Coteau, por exemplo) e às recentes descobertas da Retórica e da Lingüistica da Enunciação. Conclui que, só assim se conseguirá realizar uma aproximação judiciosa da loucura textual esclarecedora da loucura factual.

ABSTRACT
Madness and the dicourse of the imaginary. v. 20, n. 2, p. 337-356, jul./dez. 1992.
From the analysis of fictional texts and the result of psychologists and psychoanalists researches, argues for the same ideas understood and maintained by Freud and Lacan, i.e., that fictional literature provides stimulating models to understand neurosis and psychosis, and that psychoneurosis can be a way to the elaboration of the poetic discourse. Stresses that, in order to profit from the available models and intuitions in this field, the analyzer and literary critic should seek help rather in the phenomenological description as well as in a certain social discourse (such as those by Foucault, David Cooper, or De Couteau, for example) and in recent discoveries in the fields of Rhetoric and Linguistics of Enunciation. Concludes that only by those means it will be possible careful approach to the textual and factual madness.

RÉSUMÉ
La folie et le discours dans l’imaginaire. v. 20, n. 2, p. 337-356, jul./dez. 1992.
A partir des textes de fiction et des résultats des recherches des psychologues et des psychanalystes, l'auteur montre ce que Freud et Lacan ont compris sur la littérature de fiction, c'est à dire, sur les modèles d'interrogation offerts qui mènent à la compréhension de la névrose et, de l'autre côté, comment la psycho-névrose peut indiquer les chemins pour la formulation du discours "poétique". Selon l'auteur pour que l'analyste et le critique littéraire profitent des modèles et des intuitions offertes, il leur faut recourir à la description phénoménologique, à un certain discours social (comme ceux de Foucault, de David Cooper ou De Couteau, par exemple), et aux nouvelles découvertes de la Rhétorique et de la Linguistique de l'Enonciation.

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