Biological diversity and ethical development (Diversidade biológica e desenvolvimento ético)

Denis Goulet

Resumo


RESUMO
Constatando que a secularização e uma concepção fáustica do desenvolvimento enfraqueceram a ética tradicional referente aos cuidados para com a terra, defende a necessidade de uma nova ética de responsabilidade em relação ao cosmo. Argumenta que, nas arenas de decisão, as racionalidades técnica, política e ética interagem de modo circular, e não vertical. Constata que muitas questões éticas relacionadas aos problemas ambientais ainda estão por ser respondidas. Defende que o respeito à bio-diversidade é um pré-requisito para um desenvolvimento saudável e que muitas formas de diversidade são necessárias: a biológica, a cultural, a referente aos modelos de racionalidade e desenvolvimento. Ressalta a necessidade de abordagens não reducionistas à economia e ao desenvolvimento, juntamente com um tratamento não instrumental dos seres humanos, concluindo que a bio-diversidade é tanto um instrumento quanto um valor-fim.

ABSTRACT
Biological diversity and ethical development. v. 20, n. 1, p. 49-72, jan./jun. 1992.
Remarking that the secularization and a faustian conception of development had enfeebled the traditional stewardship ethic, claims that a new ethic of responsibility of the cosmos is needed. Argues that, in decision-making arenas the technical, political, and ethical rationalities interact in circular, not vertical fashion. Remarks that several questions related to the environmental problems remain unanswered. Claims that the respect to bio-diversity is a requirement of ethically sound development, and that many kinds of diversity are necessary: biological, cultural, models of rationality and development. Stresses that non-reductionist approaches to economic and development are demanded, along with the non-instrumental treatment of human beings. Concludes asserting that bio-deversity is itself both an instrumental and an end value.

RÉSUMÉ
Diversité biologique et développement éthique. v. 20, n. 1, p. 49-72, jan./jun., 1992.
Se rendant compte que la sécularisation et une conception faustienne du développment ont affaibli l’éthique traditionnelle liée aux soins de la terre, l’auteur défend une nouvelle éthique de responsabilité vers l’univers. Soulignant que dans de différents forums de décisions les rationalités techniques, politiques et éthiques inter-agissent en mouvement circulaire (et non pas en mouvement vertical), il constate que de nombreuses questions éthiques liées aux problèmes de la nature restent encore aujourd’hui sans réponses. Dans ce but il défent l’idée que le respect à la bio-diversité est une condition indispensable à un developpement sain et que plusieurs formes de diversité sont également nécessaires: biologique, culturelle, et la diversité concernée aux modèles de rationalité et de développement. La conclusion centrale est qu’il faut faire des abordages non-réductibles à l’economie et au développement à côté d’un traitement non-instrumental des êtres humains et que la bio-diversité est soit un instrument, soit une valeur.

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