O “Doutor Faustus”, de Thomas Mann

Leônidas Câmara

Resumo


RESUMO
O núcleo deste estudo é sobre a ausência da emoção na arte moderna ou certa tendência abstrata da arte, um dos pontos centrais do romance de Thomas Mann. Procura-se compreender os pontos essenciais de uma nova estética da música e de uma revolucionária colocação filosófica dos seus valores, através dos símbolos fortemente intencionados da obra, ou carregados de tensão histórica. Exemplifica-se o espírito de paródia de Thomas Mann para demonstrar que o seu processo criativo aderia a um tipo de realidade cultural vivenciada e contínua, de modo que lhe era possível ir do presente para o passado ao nível das categorias de uma realidade exemplar e ao mesmo tempo dotada de uma cultura mítica, perspectiva irônica propícia à tese arte e decadência, civilização e barbárie, ordem e caos.

ABSTRACT
The "Doctor Faustus", by Thomas Mann. v. 17, n. 1, p. 17-24, jan./jun. 1989.
It comprizes the lack of emotion in the modern art and a certain abstract tendence of the art, one of the main points of Thomas Mann’s book. It is understood the essential points of a new esthetics of the music and of a revolutionary philosophical position of its values, through symbols full of intention of historical tension in the work. It is analysed Thomas Mann’s spirit of parody to show that his creative process adhered to a type of cultural reality which is continuously lived in a way that it was allowed to go from the present to the past at the level of the categories of an exemplary reality and at the same time provided with mythical culture, an opportune ironical perspective to the thesis art and decadence, civilization and barbary, order and chaos.

RÉSUMÉ
Le “Docteur Faust”, do Thomas Mann. v. 17, n. 1, p. 17-24, jan./jun. 1989.
Cette étude aborde l'absence d’émotion dans l’art moderne ou une certaine tendance abstraite de l’art, l’un des points essentiels du roman de Thomas Man. On interprète les éléments essentiels d’une nouvelle esthétique de la musique et d’une position philosophique révolutionnaire de ses valeurs au moyen de symboles fortement intentionnels de l’oeuvre, ou chargés de tension historique. On analyse l’esprit de parodie de Thomas Mann pour montrer que son processus criatif accepte sur un type de réalité culturelle intensément et continuellement vécue, de manière qu’il lui était possible d’aller du présent au passé au niveau des catégories d’une réalité exemplaire et en même temps dotée d’une culture mythique, perspective ironique propice à la thèse art et décadence, civilisation et barbarie, ordre et chaos.

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