A linguagem de Casa-Grande & Senzala

Fernando Alves Cristóvão

Resumo


RESUMO
O que melhor caracteriza a linguagem e estilo de Gilberto Freyre é a capacidade de realizar uma adequação completa entre estilo-linguagem-realidade. Casa-grande & senzala lança as bases de uma teoria – a do luso-tropicalismo – cuja construção prosseguirá ao longo de mais de uma dezena de títulos. São justamente as características inerentes ao português – de plasticidade, mobilidade, erotismo, complexidade, antagonismos superados – que caracterizam a linguagem plástica e miscigenada de Casa-grande & senzala. Uma outra faceta que tipifica a linguagem do livro é o exotismo difuso e globalizante, a dualidade existente entre o caráter aristocrático e dominante do discurso, e o plebeismo de certo vocabulário e figuras de estilo. Há em toda a obra um vaivém contínuo entre essas duas linguagens. A técnica gilbertiana de redigir consiste numa multidão de idéias fatos, citações, referências, comentários que são lançados a cada página de modo aparentemente desordenado e repetido, mas logo retomado, sem deixar um só detalhe omitido.

ABSTRACT
The language of The masters and the slaves. v. 12, n. 1, p. 49-63, jan./jun. 1984.
What characterizes better Gilberto Freyre’s language and style is his capacity of undertaking a complete fitness among style-language-reality. The Masters and he Slaves gives the basis of a theory – that of the luso-tropicalism – which construction will go on for more ten titles. They are just the inherent characteristics to the Portuguese language – that of plasticity, mobility, erotism, complexity, overcome antagonisms – which characterize the plastic and mixed language of The masters and the slaves. An other aspect that typifies the language of the book is the diffuse and global exoticism, the existent duality between the aristocratic and dominant character of the speech, and the plebeianism of a certain vocabulary and figures of style. There is in the whole work a continuous to and from between these two languages. Gilberto’s technique of writing consists on an amount of ideas, facts, quotation, references, comments which are thrown each page in a way apparently disorganized and repeated, but soon got back, without letting any detail omitted.

RÉSUMÉ
Le language de Maîtres et esclaves. v. 12, n. 1, p. 49-63, jan./jun. 1984.
Ce qui caractérise le mieux le langage et le style de Gilberto Freyre c’est la capacité de réaliser une adéquation pleine entre style-langage-réalité. Maîtres et esclaves montre les fondements d’une théorie – celle du luso-tropicalisme – dont la construction se poursuivra au cours de plus d’une dizaine de titres. Ce sont justement les caractéristiques inhéréntes au portugais – plasticité, mobilité, érotisme, complexité, antagonismes surmontés – qui caractérisent le language plastique et melangé de Maîtres et esclaves. Un autre aspect bien caractéristique du langage du livre est l’éxotisme diffus et global du discours et le caractère plébéien de certains mots et figures de style. ll y a dans toute l’oeuvre un va-et-vient continuel de ces deux langages. La technique gilbertienne de rédiger consiste en une multitude d’idées, faits, citations, réfférences, commentaires, posés sur chaque page d’une manière apparemment désordonnée et repétitive, mais qui est immédiatement reprise sans laisser du côté un seul détail.

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