Primeiros artigos de Lobato

Edgard Carvalheiro

Resumo


RESUMO
Prefácio da obra Literatura do Minarete. Em 1914 Monteiro Lobato já era escritor feito. Ainda desconhecido, pois tudo que escrevia era sob pseudônimo, tinha vergonha de aparecer em público, tanto assim que furtava pseudônimo dos outros. Lobato começou a colaborar em jornais entre 1900 e 1904, quando estudante de Direito. Essas colaborações, foram divulgadas em jornais estudantis de repercussão restrita. Era inquestionavelmente um homem de letras. Aos 14 anos publicara sob pseudônimo de Josbém, a primeira crônica em O Guarani, órgão estudantil. Aos 17 anos colaborou em A Pátria e muitos outros. Lobato, aos vinte anos, tinha o espírito formado “tanto quanto o permitiria a experiência dessa idade”. Ele já possuía um estilo. Sirvam de exemplo as excelentes crônicas teatrais publicadas em O Minarete; este jornalzinho permitiu a Lobato e ao seu grupo, grandes proezas. Toda a colaboração forçava-o a grande sortimento de pseudônimos, dando a impressão de possuírem um exército de redatores. Monteiro Lobato não tinha do que se envergonhar da literatura publicada na mocidade em O Minarete, O povo e demais jornaisinhos em que colaborou quando estudante. O que se conclui, é que os seus escritos continham as qualidades que, apuradas, iriam caracterizar-lhe a prosa e o espírito. Notava-se desde então a sua marca pessoal em tudo que escrevia, sobressaindo-se dos demais.

ABSTRACT
First Articles By Lobato. v. 9, n. 2, p. 345-351, jul./dez. 1981.
Foreword of the work Literatura do Minarete. Monteiro Lobato was already a writer in 1914. still unknown, everything he wrote was under pseudonym he was ashamed of appearing to the public, that´s why he used others pseudonym. Lobato began to collaborate in journal between 1900 and 1904, when he was studying Law. These collaborations were divulged in journal for students of limited repercussion. He was really a man of letters. When he was forteen years old he had published under the pseudonym of Josbém, his first chronicle in O Guarani a journal for students. In his seventeen years he collaborated in A Patria and many others. When he was twenty years, he had his spirit formed “as much as by the experience of that age would allow”. He already owed a style. The excellent theatral chronicles, which were published in O Minarete were a good example. This journal allowed Lobato and his group to do many works. All the collaboration he gave forced him to adquire a lot of pseudonyms giving us the impression that there was several writers. Monteiro Lobato had no reasons to be ashamed of his literature published in O Minarete, O Povo and other little journals in which he wrote. The conclusion is that his writings had qualities which being developed, would characterize his prose and his spirit. His personal trait was present in everything he wrote, distinguishing him from the others.

RÉSUMÉ
Les premiers articles de Lobato. v. 9, n. 2, p. 345-351, jul./dez. 1981.
Préface de l’oeuvre Littérature du Minarete. En 1914, Monteiro Lobato était déjá un écrivain mûr. Encore inconnu car tout ce qu’il écrivait était sous pseudonyme, il avait honte de se présenter en public ce qui le menait à voler le pseudonyme des autres. Lobato a commencé à travailler pour des journaux entre 1900 et 1904, quand il était étudiant en Droit. Ces articles ont été répandus dans des journaux universitaires peu connus. ll était incontestablement un homme des lettres. Á l’âge de 14 ans, il publia sous le pseudonyme de Josbém, sa premiére chronique dans Le Guarani un journal scolaire. A l’âge de 17 ans, il a écrit pour le journal La Patrie et pour beaucoup d’autres. A l’âge de 20 ans, Lobato avait l’esprit formé. ll possédait déjà un style. Les excellentes chroniques théâtrales publiées dans Le Minarete, sont bien l’exemple de sa maturité. Le journal a permis à Lobato et à son groupe de développer un bon travail. A chaque article écrit il signait avec un pseudonyme différent ce qui faisait penser à un grand nombre de rédacteurs. Monteiro Lobato n’avait pas de quoi se sentir honteux de la littérature publiée dans sa jeunesse dans Le Minarete, Le Peuple et d’autres petits journaux auxquels il avait collaboré quand il était étudiant. La conclusion c’est que ses écrits refermaient des qualités qui, épurées, définiraient sa prose et son esprit. On remarquait des lors sa marque personnelle en tout ce qu’il écrivait, surpassant les autres.

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