Agricultura: crescimento & pobreza

Manuel Correia de Andrade

Resumo


RESUMO
No recente processo de desenvolvimento do Brasil, observa-se que vivemos um período de transformação no setor agrícola. Essa transformação, porém, não atinge, profundamente, as velhas estruturas implantadas no período colonial, de vez que o maior crescimento da produção agrícola é feito no setor destinado à exportação e sujeito às grandes oscilações do mercado internacional. A política governamental de modernização da agricultura vem dando uma grande importância à implantação de empresas rurais de grande porte que, empregando mais o fator capital, dispensa a mão-de-obra. Esta, expulsa do campo, procura localizar-se nas cidades criando um crescimento desordenado. Ou então migra para áreas ainda não apropriadas, fazendo recuar a floresta e expandindo as culturas. Esse avanço das frentes de expansão provoca uma frustração nos pequenos agricultores, que, após beneficiarem a área que ocupam, são desalojados por grandes proprietários ou empresas que adquirem os títulos de propriedade. A situação é agravada pela morosidade com que atua o Incra. Daí, a falta de oportunidade de trabalho bem remunerado e expansão da pequena agricultura, que apoiada por um bem estruturado sistema cooperativista, poderia competir no mercado com a grande e média empresas. Constata-se, assim, a necessidade de uma reformulação geral na política agrária brasileira, a fim de que, aqueles que trabalham a terra tenham uma maior participação no fruto de seu trabalho.

ABSTRACT
Agriculture improvement and poverty. v. 7, n. 1, p. 5-20, jan./jun. 1979.
In the recent process of development of Brazil, it is observed that we live in a period of transformation in the agricultural area. This transformation however doesn’t deeply reach the old structures established in the colonial period, since that the greatest improvement of the agricultural production is in the exportation area it is submitted to the great oscillations of the international marketing. The governmental politics of agriculture modernizations given a great importance to the establishment of big rural enterprises which ones overusing the capital, they exempt the handwork. Being this one expelled from the country it tries to be placed in the cities creating a disarrange growth, or it migrates to the unsuitable areas, making the forest drawn back and expanding the cultures. This advance causes a frustration in the little tillers, that after improving the area they occupy, they are expelled by the great owners or enterprises that acquired the property. The situation gets worst because of the slowness of the Incra action. Hense, the lack of opportunity of cooperativist system, would be able to compete in the marketing with the big and the medium enterprise. Thus one discovers the necessity of a general reformulation in the agrarian politics, in order to those who till the land, can have a greatest participation in the profit of their work.

RESUMÉ
L’agriculture: développement et pauvreté. v. 7, n. 1, p. 5-20, jan./jun. 1979.
On observe dans le récent processus de développement au Brésil que nous vivons dans un période de transformation dans le secteur agricole. Cependant cette transformation n’atteint pas en profondeur les vieilles structures datant de la période coloniale, vu que la plus grande croissance de la production agricole se vérifie dans le secteur destiné à l’exportation et il est sujet aux grandes oscilations du marché international. La politique gouvernamentale de modernisation de l’agriculture donne une grande importance à l’implantation d’entreprises rurales de grande envergure qui emploie davantage le facteur capital et dispense la main-d’oeuvre. Cette dernière étant exclue de la campagne, elle cherche à s’établir dans les villes, ce qui occasionne un développement désordonné, ou bien elle migre vers des régions non appropriées faisant reculer les forêts et étendant les cultures. Cette avancée des fronts d’expansion est une cause de frustration chez les petits agriculteurs qui après avoir mis en valeur les étendues qu’ils occupent sont expulsés par de grands propriétaires ou par des entreprises qui en acquièrent les titres de proprieté. La situation est agravée par la lenteur de l’Incra. Il en résulte un manque d’offre de travail bien rémunéré et l’expansion de la petite agriculture qui, si elle était appuyée par un système de coopérative bien structuré, pourrait sur le marché entrer en compétition avec la grande et moyenne entreprise. On se rend compte ainsi de la nécessité d’une reformulation générale de la politique agricole brésilienne afin que ceux qui travaillent la terre aient une plus grande participation au profit de leur travail.

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