Qualidade ou quantidade de vida?

Pedro Demo

Resumo


RESUMO
Discussão do que se poderia entender por “qualidade de vida”, tomando-se em conta particularmente as peculiaridades de um país em desenvolvimento. Admite-se que “qualidade de vida” é, em parte, produto ecológico, não assumindo apenas o sentido de preservação do meio ambiente, mas também o sentido de preservação da própria humanidade. Os governos apresentam tendências “economicistas”, no sentido de que a preocupação central é a “política econômica”, ficando para um plano bastante secundário a preocupação social. Nesta ótica, a parte quantitativa é importante, mas sua importância não é completa, caso não contenha ou redunde em componentes qualitativos. No entanto em países subdesenvolvidos o problema da “qualidade de vida” é basicamente de “quantidade”. Nestes países, a política social passa a se definir como o esforço para redução das desigualdades sociais, a partir da pessoa mais carente, tendo como fundamental a subsistência. É indispensável para garantir o acesso dos grupos pobres à “qualidade de vida”, condições mínimas satisfatórias de subsistência material. Para a classe média por exemplo, moradia de um certo padrão é indispensável, para o pobre não é o mesmo, pois sua necessidade básica é a subsistência. Portanto a nossa “qualidade de vida” necessita sobretudo de quantidade. É importante garantir à população de baixa renda, acesso àquilo que lhe aumenta a renda (emprego condigno) para que haja uma mobilidade vertical através do binômio ocupação/renda. Sendo a política um processo de lento amadurecimento, há uma reação na área econômica, e um despreparo na área social.

ABSTRACT
Quality or quantity of life? v. 6, n. 2, p. 245-264, jul./dez. 1978.
Discussion about what can be understood by “quality of life”, being considered particularly the peculiarities of a country in development. It is admitted that “quality of life” is in part an ecological product, not assuming only preservation sense of the environment but also the sense of preservation of the humanity itself. The governments present “economicist” tendencies, in the sense that the central worry is the “economic politics”, letting in secondary plan the social preocupation. In this aspect, the quantitative part is important, but its importance is not complete, if it doesn’t contain qualitative components. Nevertheless, in developed countries the problem of “quality of life” is basically that of “quantity”. In these countries, the social politics passes to be defined as the effort for the reduction of the social unequalities, starting from the most needless person, having as basic point the living. It is indispensable to guarantee the acess of the poor groups to the “quality of life” is basically that of “quantity”. In these countries, the social politics passes to be defined as the effort for the reduction of the social unequalities, starting from the most needless person, having as basic point the living. It is indispensable to guarantee the access of the poor groups to the “quality of life”, a minimum satisfatory conditions of material living. For the medium rank for example, it is indispensable a residence of a certain quality, for the poor people, it is not the same, because its basic necessity is the living. Therefore our “quality of life” needs overall the quantity. It is important to guarantee to the population of low income, the access to that, that may increase their income (deserved employment) in order to exist a vertical mobility through the binomial occupation/income. Being politics a process of slow maturing, there is a reaction in the economic area and an inability in the social area.

RESUMÉ
Qualité ou quantité de vie? v. 6, n. 2, p. 245-264, jul./dez. 1978.
C’est une discussion sur ce que l’on pourrait appeler “la qualité de vie” en considérant surtout les particularités d’un pays en développement. On admet que “la qualité de vie” est, en partie, un produit écologique, non seulement dans le sens de la préservation de l’environnement, mais aussi dans le sens de la préservation de la propre humanité. Les gouvernements présentent des tendances “économicistes” qui relèguent la préoccupation sociale à un plan bien secondaire. Dans cette optique, la partie quantitative est importante, mais son importance n’est pas complète si l’on ne la limite pas ou ne la convertit pas en composants qualitatifs. Cependant dans les pays sous-développés le problème de “la qualité de vie” est fondamentalement de “quantité”. Dans ces pays la politique sociale se définit comme un effort pour la réduction des inégalités sociales, à commencer par les personnes les plus nécessiteuses, le plus important étant la nourriture. Il est indispensable pour assurer l’accès des groupes pauvres à la “qualité de vie”, les moindres conditions de subsistance matérielle. Pour la classe moyenne, par exemple, un certain type de logement est indispensable. Ce n’est pas le même pour le pauvre, car les besoins fondamentaux sont la nourriture. Donc notre “qualité de vie” a besoin avant tout de quantité. Il est important de garantir à la population de revenu peu élevé l’accès à n’importe quel moyen d’augmenter sa rente (emploi digne) pour qu’il y ait une mobilité verticale au moyen du binôme occupation/revenu. Comme la politique est un processus de maturation lente il y a une réaction dans le secteur économique et une immaturité dans le secteur social.

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